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My Language Learning Journey: Interview with Joseph Capardo ✈️

My Language Learning Journey: Interview with Joseph Capardo ✈️

autor Juliane OLS Community Manager -
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My Language Learning Journey is a campaign from the OLS Portuguese Community. This campaign is designed to offer insights into the mobility experiences of international students, providing you with a glimpse into their diverse language learning journeys. This time I interviewed Joseph. He was an Erasmus+ volunteer in Sintra, Portugal for 1 semester. This interview was written in Portuguese, as Joseph chose to practice the Portuguese language while we talked about his mobility experience and adaptation to the Portuguese language. Keep reading to learn more about Joseph’s mobility experience and the adaptation to the Portuguese language! 

Joseph photo

*Source: Joseph Capardo

APRESENTAÇÃO 

Podes apresentar-te e falar um pouco sobre ti? 

O meu nome é Joseph Capardo, tenho 20 anos. Nasci nas Filipinas, mas atualmente vivo em Bergen, a segunda maior cidade da Noruega. Estou a estudar Política na Universidade de Bergen. Gosto de viajar, estar com os meus amigos e aprender português, algo que tenho feito recentemente. Participei num programa de mobilidade em janeiro de 2024, há exatamente um ano, e passei quatro meses e meio em Portugal. 

Podes dizer-nos onde fizeste a tua mobilidade? Como e porquê escolheste o lugar para onde ir? 

Originalmente, defini três critérios para escolher o meu destino de viagem. O primeiro era visitar um país que nunca tivesse conhecido antes. O segundo era viver num país onde se falasse uma língua germânica ou latina. Por fim, o terceiro critério era escolher um destino mais distante da Noruega, uma vez que o programa ESC oferece um maior apoio financeiro para transporte quanto mais longe for o país de destino. Portugal acabou por reunir estes três critérios. 

Além disso, sempre achei o português uma língua bonita e tinha interesse em aprendê-la melhor. O programa em que participei, chamado “Planta uma Árvore”, tem a sua sede em Lisboa, mais especificamente em Sintra, numa pequena casa a dois minutos do Palácio Nacional da Pena. O meu voluntariado decorreu principalmente no Parque Natural de Sintra-Cascais.  

Que língua estudaste e por que é importante para ti aprender línguas? 

Quando comecei esta experiência em janeiro, o meu nível de português não era muito bom, por isso, no início, comunicava principalmente em inglês. No meu programa de mobilidade, havia mais três pessoas a viver a mesma experiência, e entre nós falávamos inglês. Quando trabalhávamos com os nossos coordenadores, também utilizávamos o inglês. Houve dias em que colaborámos com empresas ou escolas em projetos conjuntos com a associação. Nessas situações, comunicar em inglês era mais complicado, especialmente porque interagíamos com crianças ou pessoas mais velhas. No início, tentei falar inglês, mas, ao longo do meu tempo em Portugal, fui aprendendo português e comecei a usá-lo cada vez mais no dia a dia. Aproveitei essas interações com os locais para praticar e melhorar o meu conhecimento da língua. 

EXPERIÊNCIA DE APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS 

Como foi a tua experiência a habituar-te à língua? 

No geral, não tive problemas em falar inglês, pois as pessoas compreendiam bem a língua e eram muito gentis. Muitas vezes, dizia: "Quero tentar falar um pouco de português hoje", e as pessoas eram simpáticas e ajudavam-me a praticar. Os coordenadores também tiveram um papel importante, pois ensinaram-nos a comunicar em português e a identificar os nomes das plantas e das flores. Eu tinha um bloco de notas no telemóvel onde anotava qualquer frase ou palavra nova que ouvia, para não me esquecer e poder aprender mais tarde. Acredito que aprender línguas é essencial, pois, no meu caso, falo atualmente três: a minha língua materna, o filipino, aprendi inglês, e, quando me mudei para a Noruega, tive de aprender norueguês. Para mim, cada língua é um portal para um novo mundo, permitindo-me comunicar com novas pessoas. Vejo isso como uma grande oportunidade e uma forma importante de me conectar com diferentes culturas. 

Na minha experiência, as pessoas ficavam impressionadas quando eu tentava falar português, o que tornava essa conexão ainda mais especial. Senti que criar laços era mais fácil quando falava português em vez de inglês. Se pudesse mudar alguma coisa, teria começado a aprender português antes de viajar para Portugal. Como só comecei depois de chegar, nos primeiros dias e semanas senti muitas dificuldades e não percebia quase nada. Inicialmente, pensei que o português soaria mais parecido com o espanhol, mas percebi que, ao ouvir, era bem diferente. No entanto, ao ler, achei mais fácil de compreender. 

Que conselho darias a alguém que está a começar a aprender uma nova língua? 

Uma das minhas dicas seria aprender o máximo possível antes de iniciar o programa de mobilidade. Para aprender uma nova língua, acredito que é importante criar uma nova “identidade”, ou seja, estar aberto à aprendizagem e acreditar que essa língua pode tornar-se parte de nós. Aprender um idioma não deve ser visto apenas como uma tarefa, mas como algo que se integra na nossa vida. Além disso, é importante não ter medo de errar ao tentar falar português, pois é através desses erros que conseguimos melhorar. Uma estratégia que utilizei foi mudar a língua do meu telemóvel para português. Nos primeiros dias, foi um desafio, pois algumas funções importantes estavam em português, mas, com o tempo, habituei-me. Ouvir música em português também me ajudou bastante. Ouvi muitas músicas da língua portuguesa e de Portugal, o que facilitou a minha adaptação e aprendizagem. 

 A OLS ajudou-te a melhorar o teu nível de língua? O que achas da plataforma? Achas que é útil? Aconselharias os estudantes Erasmus a utilizar a comunidade? 

Tentei utilizar a OLS no início, até porque era gratuita, o que é sempre uma vantagem. Acho que é uma ferramenta útil, pois tem muitos recursos disponíveis. Por isso, acredito que vou tentar utilizá-la mais no futuro. 

EXPERIÊNCIA DE MOBILIDADE  

Foi a tua primeira experiência no estrangeiro? Quanto tempo lá ficaste? 

Sim, esta foi a minha primeira experiência de mobilidade, a primeira vez que vivi longe da minha família, a viver sozinho e a conviver com pessoas de outros países. Fiquei 4 meses e meio em Sintra, a fazer o programa de Solidariedade Europeu. 

Como foi a tua experiência de mobilidade? 

Eu sou uma pessoa que gosta muito de viajar e este programa deu-me a oportunidade de explorar várias zonas de Lisboa, bem como dedicar algum tempo a conhecer a cidade do Porto e o Algarve. Aprendi que Portugal tem uma natureza muito bonita. Quando falava com locais da região de Sintra e Lisboa, por vezes comentava que a natureza e as paisagens eram mais bonitas do que as da Noruega, mas ninguém concordava muito com a minha opinião! Como estou tão habituado à natureza da Noruega, sentia-me um pouco aborrecido, por isso, quando cheguei a Portugal, com uma natureza diferente, acabei por me entusiasmar mais. 

Também senti muita liberdade com o tempo. No meu programa de voluntariado, trabalhávamos 4 a 5 horas por dia, o que tornava os dias de trabalho relativamente curtos. No entanto, como vivia em Sintra, perto do Palácio da Pena, tudo o resto (supermercados, centros comerciais) ficava muito longe de casa. Precisávamos sempre de boleia dos coordenadores, uma vez por semana, para nos levar a certos sítios, pois os transportes públicos de autocarro em Sintra não são muito bons. Era necessário um carro e, como não tínhamos, essa foi uma dificuldade. 

Acredito que 4 meses e meio foi tempo suficiente para explorar Portugal e Lisboa e para me habituar à vida local, não apenas à vida turística. Portugal foi, sem dúvida, uma experiência incrível, mas as pessoas com quem vivi também foram uma ótima experiência. Os três eram franceses, o que fez com que tivesse duas experiências ao mesmo tempo: viver em Portugal e viver com pessoas francesas. Aprendi muito e foi muito divertido.  

Uma das razões pelas quais gostei de viver em Portugal foi, sem dúvida, o clima, que é muito mais quente do que o da Noruega. Uma vantagem que tivemos com a associação “Planta uma Árvore” foi o acordo com o Parque Nacional de Sintra e Cascais, que nos dava passes gratuitos para visitar todo o parque e os castelos. Explorei a área de Sintra e Lisboa e, durante um fim de semana, tive a oportunidade de visitar o Porto. Gostei muito da cidade, é muito charmosa e, sem dúvida, uma das minhas favoritas. Não é muito difícil de visitar. No entanto, como fui na altura da Páscoa de 2024, o tempo não estava grande coisa, com muita chuva, e acho que não consegui aproveitar o Porto ao máximo. No Algarve, visitei Portimão, Lagos e Faro, o que foi uma oportunidade para aproveitar a praia e o sol, mas também percebi que são zonas muito turísticas. 

Tens algum conselho que gostarias de dar a alguém que está a preparar-se para uma experiência de mobilidade? 

Um dos meus conselhos seria ser otimista, porque, durante o programa, haverá dias em que o tempo não será o melhor e em que as coisas não correrão tão bem. Haverá dias mais difíceis, mas é importante lembrar que estamos lá por uma boa razão e com um objetivo. Por isso, é fundamental manter uma atitude positiva e otimista, mesmo quando as coisas não são tão fáceis. O trabalho, por vezes, era cansativo, mas no final do dia sentia-nos bem, pois era um trabalho honesto e bom para o meio ambiente 

Outro conselho seria ser aberto, curioso e procurar saber mais sobre tudo o que nos rodeia. Não devemos ter medo de fazer perguntas, de tentar algo novo ou de falar português com as pessoas locais. As mobilidades Erasmus devem ser vistas como uma oportunidade e um privilégio para experimentarmos novas coisas, que podem ser algo de que gostamos e que podemos levar connosco para o nosso país depois do período de Erasmus. 

Como é que o teu programa de mobilidade te ajudou a crescer? 

Tive a oportunidade de começar uma nova vida num país diferente, em contacto com novas culturas e pessoas. Aprendi, muitas coisas novas e enfrentei alguns desafios, como as diferenças culturais e as barreiras linguísticas. No entanto, é natural encontrar esses obstáculos, e são esses desafios que nos ajudam a crescer durante um programa de mobilidade. No meu caso, a mobilidade foi uma oportunidade para aprender português, mas também me deu uma nova perspectiva e mudou muito a forma como vejo as coisas à minha volta. Com a associação “Plantar uma Árvore”, aprendi imenso sobre sustentabilidade e plantas. Além disso, com as pessoas que conheci, aprendi muito sobre as suas culturas e sobre o mundo em geral. Este programa proporcionou-me muitas memórias, lições e oportunidades para sair da minha zona de conforto! 

Would you like to do an interview for the OLS Portuguese Community? Click here and let me know if you would like to participate! 

I would like to thank Joseph for his time and great chat! Obrigada! 

See you, 

Juliane, OLS Community Manager - Portuguese